quinta-feira, 22 de abril de 2010

Das habilidades desenvolvidas no Cerrado

Prefiro costurar convivência, do que tentar remendar as ausências.
Frase retirada do Blog Pés Descalços, que retrata bem o sentido do dia de hoje...
Bj e Boa semana 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

da Preguiça ao vazio


Hoje cheguei a terapia com preguiça... preguiça de ver e rever as questões insanas e humanas que me fazem ir,toda quarta, feliz da vida, visitar Eduardo(meu terapeuta)...

Uma hora de mergulhos profundos dentro de mim , de uma intimidade que desnuda a pele e alma...

 E foi assim que desviei-me durante a hora de hj... desviei das questões densas, tensas, criei alegorias de resistência a presença e a casa...tudo para esconder que o vazio , mais uma vez ele era a angústia do momento...

Um vazio que me persegue há anos, na infância era falta de irmãos e muitas vezes da mãe...

Na adolescência era vazio de amigos e planos, de beleza e destreza diante da vida...  na vida adulta de um legítima carioca era vazio de compromisso ou até oportunidade,

Quando namorava era um vazio de cumplicidade, e até de identidade...

 Mas hj, dois anos morando no cerrado esse vazio por vezes me consome, aglutinando todos os vazios já vividos... Mãe, irmão, amigos, cumplicidade e compromisso...

Um vazio muitas vezes  preenchidos pelos novos horizontes infinitos desse céu azul, de novos amigos, apaixonantes, de especificamente de um compromisso comigo... um vazio que se enche de mim muitas vezes no dia, de um amor incondicional a mim...transbordando algumas vezes egoísmos e prepotência...de um cuidado exacerbado...por medo do esvaziamento

Embora esse preenchimento vire ar durante as tardes chuvosas de domingos em que nem o chocolate anima, esse ar, pesado e denso,  que sufoca, nesse vazio...

Um vazio pra preencher...de quê

Talvez de vida, sorriso alegria e fantasia...ou seja coisas abstratas e fluidas, emoções temporárias...

Ou de solidez... Não... preencher com coisas sólidas me assusta... me faria rígida...Enfim...

Um vazio de encher a paciência dos amigos , sejam eles com bônus ou não...

Um vazio pra reconhecer que amadurecer...é  conhecer seus ciclos, seus limites !

Um vazio para saber que ele tem seu tempo, seu ritmo de preenchimento...para que este preenchimento não vire resíduo...por isso...

Um vazio que não se encheria de pedras, amores intransigentes, intolerância...

Um vazio pra ser preenchido aos poucos, com espaços para reorganização, com coisas leves que possam ser movimentar dentro de mim, e ganhar novos espaços, com cheiros, gostos, desejos e sentimentos tranqüilos, leves e para quando esse preenchimento escorrer pelas escotilhas da vida, o vazio não pese...e se preencha naturalmente.

segunda-feira, 22 de março de 2010

da falta de brilho nos olhos...

[...]Se ele se movimenta de modo positivo, se tem brilho nos olhos, se enriquece a vida dos outros, se anda no mundo com uma visão ampla. Se ela está sempre em desenvolvimento, cada vez mais inteligente, radiante e livre, se dança pelo mundo, se também tem brilho nos olhos e sentido na vida.[...]GUITTI,2010. in,Entrevista sobre divórcio, separação, apatia, abandono e os arredores do fim.

Gustavo guitti pra variar tirou, ou melhor, atirou em mim uma reflexão sobre um momento meu, em que a solidão e saudade de não sei o q me para, brekam e aprisionam...Ok Guitti vou me mexer...

sábado, 13 de março de 2010

Novos Tempo...mesmo sem um novo amor

A chuva chega e ela vem lavar Vem me livrar do mal
É água fresca para aliviar
Meu coração que secou
De tanto pranto derramado
Pela mágoa
Que se instalou no meu peito
De um jeito tão perverso
Hoje se desfaz nesses versos
Um arco-íris se formou no céu
É um sinal
Que a paz está de volta na minha alma
Sinto calma
São novos tempos enfim graças à chuva
Que levou o rancor
Me permitindo viver
Outro grande amor

Graças à chuva
Que levou o rancor
Me permitindo viver
Outro grande amor

Musica pra lavar a alma...e refletir este momento de me permitir...mesmo sem um novo amor!

terça-feira, 9 de março de 2010

De sonho a Lembrança...


Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu céu a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolia
Sonho meu
Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento
Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de mágoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadio embalando a flor...

Enfim esta composiçãode Delcio Carvalho e dona Yvonne Lara vem brindar uma lembrança de uma de 2006 onde o samba reino e embalou os amores e dissabores de uma carioca...que hoje no planato central transforma a  com carinho de um  "Sonho Meu"... cantado por Matinália...em uma Linda lembrança Minha!  Bj e saudade de Raoni.
 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A IMPONTUALIDADE DO AMOR


Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
Martha Medeiros

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

De férias do Sofrer...

Ah que vontade de gritar, de chorar...
não sei porque???
Logo agora que decidi tomar às rédeas de mim...
Que consegui tomar doses diárias....
de paciência, consciência e benevolência...
me sinto assim...por quê?
Quero sair e me aprisiono, quero fugir...mas encaro...
Mesmo que o preço seja caro...tenho pago à vista a vida...
Mas ela nem tem me cobrado tanto...
só pequenas parcelas de calma e sapiência...
Queria tanto estar aqui...
neste lugar/momento da vida... plena de mim...
Enfim... cheguei onde queria...busquei tanto essa serenidade e calmaria...
que hoje e agora me assusta... me ajusta...
Que me faz sentir o poder de conduzir...
de desconstruir  ilusões...ou vislumbrar soluções!
De qualquer forma...
todo esse apreço por um 2010 zen...
Me faz mais uma vez me sentir sem...
Mas sem o quê?
Sem ter de correr, ou sofrer, ou morrer...
Sem um alguém pra dizer....você!