sexta-feira, 25 de junho de 2010

A correr...

Às vezes meu coração se amedronta com a vida, com as escolhas que fiz, seja de ver um jogo com um amigo ou amiga... até a escolha de permitir...
É isso, hoje, meu coração se amedrontou de mim...
Se amedrontou com um atropelo, após cada passo dado, escorregou desnecessariamente...
Lá ia ele, meu coração, correndo livre pelo céu do cerrado... e aí se distraiu... foi um piscar... logo escorregou, atabalhoado como só ele sabe ser...se atrapalhou, e derrapou no seu propósito...
Calma! Ele não se amarrou, nem se entregou a queda... mas se assustou...achou que o caminho era sem percalços, que driblaria, ou melhor saltaria dos obstáculos...
Sentiu-se vulnerável, perdeu o fôlego...pensou no desgaste que essa corrida traz...e reparou que mesmo para correr livre e solto precisa de preparo físico...precisa respirar...manter o ritmo e antes de tudo seguir em frente, em busca de seus objetivos...
Logo respirou, organizou o trajeto, se aprumou...amarrou seus cadarços e seguiu novamente leve a correr por aí...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dos sentimentos e sentidos de seres que querem mais...

Minha alma está impregnada com o cheiro da liberdade.[...]
Essa brisa que passa pela minha tez, quente, úmida, limpa meus medos e defeitos.[...]

Frases do Finex, Abian Laginestra, grande homem, amigo e poeta; que sabe como ninguém expressar o vai nos anseios mais profundo dos seres humanos, diria que este é uma clarice de calças do mundo pós-moderno.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Homenagem aos Pretos Velhos

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto velho chorava. ..
De seus olhos molhados, lágrimas desciam-lhe pelas faces e, não sei porque, contei-as… Foram sete!
Na incontida vontade de saber,aproximei-me e o interroguei…
- Fala meu preto velho, diz ao teu filho porque externas assim uma tão visível dor?
E ele, suavemente respondeu…
- Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas são distribuídas a cada uma delas.
A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas ofuscadas mentes não podem conceber…
A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que os seus próprios merecimentos negam…
A terceira, distribuí aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar um semelhante…
A quarta, aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dele de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão…
A quinta, chega suave, tem o riso e o elogio da flor nos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito “Creio na Umbanda, nos seus caboclos e no seu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo”…
A sexta, eu dei aos fúteis, que vão de terreiro em terreiro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos, porém seus olhos revelam um interesse diferente…
A sétima filho, notas como foi grande e como deslizou pesada, foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os orixás; fiz doação dessa aos médiuns, vaidosos, que só aparecem no terreiro em dias de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual…
E assim, filho meu, foi para esses todos, que viste uma a uma, as sete lágrimas desse preto velho!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Eu devia me chamar Clarice...

Sente o que ela escreve?
Ela escreve sobre mim...ou pra mim...ou para toda mulher assim...que não se entrega, não se permite a paixão...e essa possível desorientação...tão fácil assim!

"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação" - por Clarice Lispector

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Salve Ogum

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos tendo pés, não me alcancem; tendo mãos, não me peguem; tendo olhos não me vejam e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus com sua Divina Misericórdia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Das habilidades desenvolvidas no Cerrado

Prefiro costurar convivência, do que tentar remendar as ausências.
Frase retirada do Blog Pés Descalços, que retrata bem o sentido do dia de hoje...
Bj e Boa semana 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

da Preguiça ao vazio


Hoje cheguei a terapia com preguiça... preguiça de ver e rever as questões insanas e humanas que me fazem ir,toda quarta, feliz da vida, visitar Eduardo(meu terapeuta)...

Uma hora de mergulhos profundos dentro de mim , de uma intimidade que desnuda a pele e alma...

 E foi assim que desviei-me durante a hora de hj... desviei das questões densas, tensas, criei alegorias de resistência a presença e a casa...tudo para esconder que o vazio , mais uma vez ele era a angústia do momento...

Um vazio que me persegue há anos, na infância era falta de irmãos e muitas vezes da mãe...

Na adolescência era vazio de amigos e planos, de beleza e destreza diante da vida...  na vida adulta de um legítima carioca era vazio de compromisso ou até oportunidade,

Quando namorava era um vazio de cumplicidade, e até de identidade...

 Mas hj, dois anos morando no cerrado esse vazio por vezes me consome, aglutinando todos os vazios já vividos... Mãe, irmão, amigos, cumplicidade e compromisso...

Um vazio muitas vezes  preenchidos pelos novos horizontes infinitos desse céu azul, de novos amigos, apaixonantes, de especificamente de um compromisso comigo... um vazio que se enche de mim muitas vezes no dia, de um amor incondicional a mim...transbordando algumas vezes egoísmos e prepotência...de um cuidado exacerbado...por medo do esvaziamento

Embora esse preenchimento vire ar durante as tardes chuvosas de domingos em que nem o chocolate anima, esse ar, pesado e denso,  que sufoca, nesse vazio...

Um vazio pra preencher...de quê

Talvez de vida, sorriso alegria e fantasia...ou seja coisas abstratas e fluidas, emoções temporárias...

Ou de solidez... Não... preencher com coisas sólidas me assusta... me faria rígida...Enfim...

Um vazio de encher a paciência dos amigos , sejam eles com bônus ou não...

Um vazio pra reconhecer que amadurecer...é  conhecer seus ciclos, seus limites !

Um vazio para saber que ele tem seu tempo, seu ritmo de preenchimento...para que este preenchimento não vire resíduo...por isso...

Um vazio que não se encheria de pedras, amores intransigentes, intolerância...

Um vazio pra ser preenchido aos poucos, com espaços para reorganização, com coisas leves que possam ser movimentar dentro de mim, e ganhar novos espaços, com cheiros, gostos, desejos e sentimentos tranqüilos, leves e para quando esse preenchimento escorrer pelas escotilhas da vida, o vazio não pese...e se preencha naturalmente.