Uma mulher passional, intensa. Eu parto do princípio de que a doença é a indiferença. Hoje, a gente tem medo do terrorismo amoroso. Então, a gente faz de tudo para ser controlado, equilibrado. Os casais dificilmente confessam seus gostos, opiniões, preconceitos. Há uma impessoalidade atávica. Um deixa que o outro o imagine, porque assim será muito melhor do que realmente é. É uma mania de grandeza, a gente espera que o outro nos corrija, nos aperfeiçoe. E a gente não fala com medo de desagradar. Eu sou favorável a falar, a aceitar manias, a lidar com elas.
Por Fabrício Carpinejar; in: http://carpinejar.blogspot.com/
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
REINVENTADO-SE
"Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações."
por Clarice Lispector
Então depois tremer de medo, escorregar, cair levantar e voltar a correr, nada com um estímulo a reinventar a liberdade de ser, ter e viver... bjks boa semana
por Clarice Lispector
Então depois tremer de medo, escorregar, cair levantar e voltar a correr, nada com um estímulo a reinventar a liberdade de ser, ter e viver... bjks boa semana
sexta-feira, 25 de junho de 2010
A correr...
Às vezes meu coração se amedronta com a vida, com as escolhas que fiz, seja de ver um jogo com um amigo ou amiga... até a escolha de permitir...
É isso, hoje, meu coração se amedrontou de mim...
Se amedrontou com um atropelo, após cada passo dado, escorregou desnecessariamente...
Lá ia ele, meu coração, correndo livre pelo céu do cerrado... e aí se distraiu... foi um piscar... logo escorregou, atabalhoado como só ele sabe ser...se atrapalhou, e derrapou no seu propósito...
Calma! Ele não se amarrou, nem se entregou a queda... mas se assustou...achou que o caminho era sem percalços, que driblaria, ou melhor saltaria dos obstáculos...
Sentiu-se vulnerável, perdeu o fôlego...pensou no desgaste que essa corrida traz...e reparou que mesmo para correr livre e solto precisa de preparo físico...precisa respirar...manter o ritmo e antes de tudo seguir em frente, em busca de seus objetivos...
Logo respirou, organizou o trajeto, se aprumou...amarrou seus cadarços e seguiu novamente leve a correr por aí...
É isso, hoje, meu coração se amedrontou de mim...
Se amedrontou com um atropelo, após cada passo dado, escorregou desnecessariamente...
Lá ia ele, meu coração, correndo livre pelo céu do cerrado... e aí se distraiu... foi um piscar... logo escorregou, atabalhoado como só ele sabe ser...se atrapalhou, e derrapou no seu propósito...
Calma! Ele não se amarrou, nem se entregou a queda... mas se assustou...achou que o caminho era sem percalços, que driblaria, ou melhor saltaria dos obstáculos...
Sentiu-se vulnerável, perdeu o fôlego...pensou no desgaste que essa corrida traz...e reparou que mesmo para correr livre e solto precisa de preparo físico...precisa respirar...manter o ritmo e antes de tudo seguir em frente, em busca de seus objetivos...
Logo respirou, organizou o trajeto, se aprumou...amarrou seus cadarços e seguiu novamente leve a correr por aí...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Dos sentimentos e sentidos de seres que querem mais...
Minha alma está impregnada com o cheiro da liberdade.[...]
Essa brisa que passa pela minha tez, quente, úmida, limpa meus medos e defeitos.[...]
Frases do Finex, Abian Laginestra, grande homem, amigo e poeta; que sabe como ninguém expressar o vai nos anseios mais profundo dos seres humanos, diria que este é uma clarice de calças do mundo pós-moderno.
Essa brisa que passa pela minha tez, quente, úmida, limpa meus medos e defeitos.[...]
Frases do Finex, Abian Laginestra, grande homem, amigo e poeta; que sabe como ninguém expressar o vai nos anseios mais profundo dos seres humanos, diria que este é uma clarice de calças do mundo pós-moderno.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Homenagem aos Pretos Velhos
Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto velho chorava. ..
De seus olhos molhados, lágrimas desciam-lhe pelas faces e, não sei porque, contei-as… Foram sete!
Na incontida vontade de saber,aproximei-me e o interroguei…
- Fala meu preto velho, diz ao teu filho porque externas assim uma tão visível dor?
E ele, suavemente respondeu…
- Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas são distribuídas a cada uma delas.
A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas ofuscadas mentes não podem conceber…
A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que os seus próprios merecimentos negam…
A terceira, distribuí aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar um semelhante…
A quarta, aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dele de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão…
A quinta, chega suave, tem o riso e o elogio da flor nos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito “Creio na Umbanda, nos seus caboclos e no seu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo”…
A sexta, eu dei aos fúteis, que vão de terreiro em terreiro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos, porém seus olhos revelam um interesse diferente…
A sétima filho, notas como foi grande e como deslizou pesada, foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os orixás; fiz doação dessa aos médiuns, vaidosos, que só aparecem no terreiro em dias de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual…
E assim, filho meu, foi para esses todos, que viste uma a uma, as sete lágrimas desse preto velho!
De seus olhos molhados, lágrimas desciam-lhe pelas faces e, não sei porque, contei-as… Foram sete!
Na incontida vontade de saber,aproximei-me e o interroguei…
- Fala meu preto velho, diz ao teu filho porque externas assim uma tão visível dor?
E ele, suavemente respondeu…
- Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas são distribuídas a cada uma delas.
A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas ofuscadas mentes não podem conceber…
A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que os seus próprios merecimentos negam…
A terceira, distribuí aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar um semelhante…
A quarta, aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dele de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão…
A quinta, chega suave, tem o riso e o elogio da flor nos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito “Creio na Umbanda, nos seus caboclos e no seu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo”…
A sexta, eu dei aos fúteis, que vão de terreiro em terreiro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos, porém seus olhos revelam um interesse diferente…
A sétima filho, notas como foi grande e como deslizou pesada, foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os orixás; fiz doação dessa aos médiuns, vaidosos, que só aparecem no terreiro em dias de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual…
E assim, filho meu, foi para esses todos, que viste uma a uma, as sete lágrimas desse preto velho!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Eu devia me chamar Clarice...
Sente o que ela escreve?
Ela escreve sobre mim...ou pra mim...ou para toda mulher assim...que não se entrega, não se permite a paixão...e essa possível desorientação...tão fácil assim!
"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação" - por Clarice Lispector
Ela escreve sobre mim...ou pra mim...ou para toda mulher assim...que não se entrega, não se permite a paixão...e essa possível desorientação...tão fácil assim!
"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação" - por Clarice Lispector
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Salve Ogum
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos tendo pés, não me alcancem; tendo mãos, não me peguem; tendo olhos não me vejam e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus com sua Divina Misericórdia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
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